Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos

Etiqueta: relatório de casos

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Relatório sobre violência policial na Grande Florianópolis é lançado em evento online

Nesta segunda-feira (07/07), foi lançado o relatório “Mortes Violentas Decorrentes de Intervenção Policial na Grande Florianópolis”, uma iniciativa da Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (AMDH) em parceria com o Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Bráz (CDHMGB) e outras entidades. O lançamento ocorreu de forma virtual e contou com a participação de especialistas e representantes das organizações envolvidas. Estiveram presentes Cynthia Pinto da Luz, do CDH Maria da Graça Braz; Juliana Viggiano, do Instituto Memória e Direitos Humanos (IMDH-UFSC); Enéias da Rosa, da AMDH; Luzia Cabreira, do Instituto Gentes de Direitos (Igentes); e Gabriele Oliveira, do Desterro Observatório de Violência. O documento é resultado do projeto “Direitos Humanos em Ação (DH em Ação)” e dá continuidade a um monitoramento iniciado em 2022. O objetivo principal é analisar casos de mortes violentas de jovens e adolescentes em decorrência de intervenções policiais em territórios periféricos da capital catarinense e região, a fim de identificar possíveis excessos por parte de agentes do Estado. O relatório aponta para a manutenção de um “modus operandi” das forças de segurança, vitimando jovens pobres, periféricos e majoritariamente negros. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública citados no documento mostram um crescimento de 79,5% nas mortes por ação policial em Santa Catarina entre 2022 e 2023. A publicação também analisa a cobertura da mídia tradicional, que, segundo o estudo, tende a reproduzir notas oficiais da polícia, construindo uma narrativa que criminaliza as vítimas. Casos emblemáticos, como o de Nathaniel Alves Mendes, de 17 anos, e Adriano Lima Gregório dos Santos (Naninho), de 12, são detalhados para ilustrar as irregularidades e a falta de investigação efetiva. Ao final, o documento apresenta uma série de recomendações direcionadas à Polícia Militar, Ministério Público, Tribunal de Justiça e Governo do Estado, visando frear o abuso policial e garantir a apuração rigorosa dos casos.

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Entrevista discute lançamento de relatório sobre violações de direitos humanos no Brasil e destaca casos em Santa Catarina

O programa Mural da Manhã, do portal Desacato, recebeu nesta segunda-feira (29) Enéias da Rosa, secretário executivo da Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (AMDH); Cynthia Pinto da Luz, do Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Braz; e Brasílio Priprá, liderança do povo Laklãnō Xokleng. A conversa teve como foco o lançamento do relatório “Violações dos Direitos Humanos no Brasil: relatório de casos com denúncias e recomendações”, que foi lançado na última terça-feira. Na entrevista, foram debatidos os principais achados da publicação, que documenta seis casos emblemáticos de violações cometidas contra comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, rurais e periféricas em diferentes regiões do país. Entre os casos, dois se referem ao estado de Santa Catarina e foram especialmente destacados durante o programa: as ameaças ao povo Laklãnō Xokleng na Terra Indígena Ibirama-Laklãnõ, e a violência institucional e letal praticada contra jovens nas periferias catarinenses por agentes do Estado. O relatório é uma iniciativa da AMDH, organizada em parceria com o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), o Processo de Articulação e Diálogo (PAD) e o Fórum Ecumênico ACT Brasil. O material reúne denúncias de violações, relatos das comunidades afetadas e um conjunto de recomendações às autoridades públicas, com o objetivo de contribuir para o fortalecimento da democracia, da justiça social e da centralidade dos direitos humanos nas políticas públicas. A íntegra do relatório estará disponível no site da AMDH. A entrevista completa pode ser encontrada aqui. Texto: Manoela Nunes (assessora de comunicação da AMDH)

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AMDH manifesta preocupação com comunidades durante encontro com secretária dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins

Em reunião com a Secretária dos Povos Originários do Tocantins, AMDH mostra preocupação sobre violações de direitos humanos de povos indígenas e comunidades tradicionais impactadas pela expansão do agronegócio na Bacia do Rio Formoso. Na última segunda-feira (19), a Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (AMDH) participou de uma reunião com Narubia Werreria, secretária dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins (Sepot). O objetivo foi estabelecer diálogo e manifestar preocupação sobre violações de direitos humanos sofridas pelas comunidades indígenas e comunidades tradicionais na região da Bacia do Rio Formoso, especialmente impactadas pela expansão do agronegócio na região. Representando a AMDH, estavam presentes o secretário executivo, Enéias da Rosa, o assessor de monitoramento de casos, Gilnei J.O. da Silva, e a assessora de comunicação, Manoela Nunes. A equipe realizou visita de três dias ao estado, onde oportunamente visitou três dentre as diversas comunidades afetadas na Bacia do Rio Formoso, nas regiões de Formoso do Araguaia, Cristalândia e Lagoa da Confusão.  Assim como nas visitas às comunidades, durante a reunião com a secretária, a AMDH foi acompanhada e orientada pela articuladora Maria Mendonça, do Centro de Direitos Humanos de Cristalândia e pelo diretor de fomento e proteção à cultura dos povos originários e tradicionais, Célio Kanela. Também estiveram presentes o advogado, Silvano Rezende, e o diretor de proteção aos povos indígenas, Paulo Xerente. Durante o encontro, foram expostas as observações resultantes das visitas e discutidas possíveis medidas de apoio e proteção às comunidades, bem como a necessidade da  criação e garantia de políticas públicas, visando minimizar os impactos causados pelos problemas enfrentados e efetivar os direitos das comunidades. A secretária Narubia Werreria ressaltou a importância de um trabalho conjunto entre a Sepot, e outros órgãos de governo no TO, e manifestou total disposição para a continuidade do diálogo com a AMDH, o Centro de Direitos Humanos de Cristalândia, bem como as comunidades atingidas para identificar as situações de violações de direitos humanos, documentar e dar visibilidade a tais violações, e buscar soluções para o enfrentamento das violações e promover a garantia dos direitos das famílias afetadas. “A disposição e a sensibilidade da secretária Narubia, representando a Secretaria de Povos Originários e Tradicionais do Tocantins, para a escuta dos problemas das comunidades atingidas na região da Bacia do Rio Formoso, bem como o compromisso manifesto em estabelecer um Grupo de Trabalho enolvendo diferentes órgãos públicos do estado, com a participação da sociedade civil organizada e lideranças das comunidades para aprofundar a análise das questões e problemas que envolvam violações de direitos humanos, são fundamentais para o enfrentamento das violações, reparação e garantia dos direitos das comunidades na região”, afirma Enéias da Rosa. Após a reunião, a Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil e o Centro de Direitos Humanos de Cristalândia planejam manter contato com a secretaria e sistematizar as informações obtidas para encaminhamento na sequência. Para Gilnei da Silva, “além do fato positivo do atual Governo do Tocantins ter criado a Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais, empossando uma mulher indígena na gestão desta pasta, foi importantíssimo termos sido recebidos pela secretária Narubia Werrería, a qual demonstrou toda sua atenção em ouvir e todo seu comprometimento político para buscar articular ações políticas visando atender os apelos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais da Bacia do Rio Formoso, que vem sofrendo graves e sistemáticas violações a seus direitos humanos.” A visita ao estado do Tocantins faz parte de um processo de monitoramento intitulado “Direitos Humanos em Ação”, com o objetivo de acompanhar situações de violações de direitos humanos que envolvam grupos e coletivos em diferentes regiões do Brasil. É uma ação da Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (AMDH), sob coordenação do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), do Processo de Articulação e Diálogo (PAD) e do Fórum Ecumênico ACT Brasil (FEACT Brasil). A ação conta com a participação direta das lideranças das comunidades e grupos e de organizações e movimentos sociais que atuam com direitos humanos em boa parte dos Estados Brasileiros. .

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AMDH e organizações parceiras estão com atividades programadas para o X Fórum Social Pan-Amazônico

O Fórum Social Pan-Amazônico (FOSPA) é um evento/processo de alcance global que surge no âmbito do Fórum Social Mundial, para lutar pela vida, a Amazônia e seus povos. É um espaço de articulação dos povos e movimentos sociais para a incidência e a resistência política e cultural frente ao modelo de desenvolvimento neoliberal, neocolonial, extrativista, discriminador, racista e patriarcal. O evento promove sua 10ª edição, que acontece de 28 a 31 de julho, em Belém (Pará), no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA). A Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (AMDH) estará presente na agenda do X Fórum Social Pan-Amazônico! Além de uma atividade autogestionária aberta ao público geral, será realizada uma reunião de trabalho com representantes dos casos de violações de direitos humanos monitorados atualmente pela entidade. No dia 29 de julho, acontece a atividade autogestionária “Pandemia da COVID-19 e Direitos Humanos no Brasil: denúncias e solidariedade entre os povos”. A agenda acontece às 10h, na Casa dos Povos e Direitos, sala 107. O processo tem como objetivo denunciar as violações de direitos humanos ocorridas no contexto da pandemia da Covid-19 no Brasil, a fim de dar visibilidade e fortalecer a atuação conjunta e solidária entre povos, grupos e parceiros para o enfrentamentos das violações. Mais informações serão divulgadas nos próximos dias. Outro evento estratégico previsto para o mesmo dia é uma reunião de trabalho. A pauta envolve o compartilhamento dos planejamentos dos casos e a construção de estratégias e agendas comuns de seguimento com relação aos casos de violações de direitos humanos. A reunião contará com a presença dos representantes dos 6 casos de violações monitorados no ano de 2022, além da secretaria executiva e da coordenação da AMDH. A Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil também estará presente nas atividades propostas pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), pelo Processo de Articulação e Diálogo Internacional (PAD) e pelo Fórum Ecumênico ACT Brasil. Somando as atividades parceiras, o cronograma da organização para o FOSPA apresenta 9 atividades durante os 4 dias do fórum. Você pode acompanhar nosso cronograma de atividades e participar conosco! Está disponível abaixo o arquivo contendo a programação completa das atividades da AMDH e de organizações parceiras, como o MNDH, o PAD e o FE ACT Brasil. Clique e acesse:

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