Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos

Caso: Bacia do Rio Formoso (TO)
Violações dos direitos humanos sofridas por povos indígenas e comunidades camponesas na região da Bacia do Rio Formoso no estado do Tocantins

Abrangendo os municípios tocantinenses de Lagoa da Confusão, Dueré, Formoso do Araguaia, as populações  indígenas e ribeirinhas rurais fixadas nos territórios da bacia hidrográfica dos rios Formoso e Javaé, ano a ano, vêm sendo impactadas (ambiental e socialmente) pela captação, em escala agroindustrial, das águas dos rios para uso em grandes projetos de irrigação em lavouras produtoras de monoculturas

Assim, os recursos hídricos são severamente prejudicados, havendo diminuição e até a secamento das águas dos rios, devido a construção de barragens e canais, que na prática são transposições dos rios para servirem, exclusivamente, às necessidades do agronegócio, cujos produtos agrícolas raramente contribuem com a alimentação das populações impactadas.

Apesar de haver decisões judiciais que regulamentam a captação das águas dos rios, estas não raro são descumpridas por parte dos grandes produtores que contam com a incapacidade ou insuficiência de atuação estatal dos próprios órgãos de fiscalização e de proteção do meio ambiente e populações indígenas e camponesas da região.

Para além disso, os danos socioambientais, igualmente, são causados pelas contaminações das águas dos rios, dos peixes, dos animais silvestres, das aves e das populações, decorrentes do uso de agrotóxicos pelos grandes empreendimentos agrícolas localizados nas proximidades e às margens dos rios Formoso e Javaé. Não bastasse isso, há uma intensa supressão da vegetação (desmatamento) nas áreas mais próximas a essa bacia hidrográfica.

Este caso é monitorado pela AMDH em parceria com o Centro Direitos Humanos Cristalândia Dom Heriberto Hermes (CDHC), que é a organização de referência na região.

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"O que nós estamos vendo aqui no estado do Tocantins é uma particularidade sobre os fazendeiros, né? Eles querem ser donos do rio sendo que outras pessoas também precisam do rio."
Eliane Franco
Representante do CIMI regional
Goiás/Tocantins (fonte: DH em Ação)

Ações/Visitas

Local do caso

Abrangendo os municípios tocantinenses de Lagoa da Confusão, Dueré, Formoso do Araguaia, as populações  indígenas e ribeirinhas rurais fixadas nos territórios da bacia hidrográfica dos rios Formoso e Javaé, ano a ano, vêm sendo impactadas (ambiental e socialmente) pela captação, em escala agroindustrial, das águas dos rios para uso em grandes projetos de irrigação em lavouras produtoras de monoculturas

Assim, os recursos hídricos são severamente prejudicados, havendo diminuição e até a secamento das águas dos rios, devido a construção de barragens e canais, que na prática são transposições dos rios para servirem, exclusivamente, às necessidades do agronegócio, cujos produtos agrícolas raramente contribuem com a alimentação das populações impactadas.

Apesar de haver decisões judiciais que regulamentam a captação das águas dos rios, estas não raro são descumpridas por parte dos grandes produtores que contam com a incapacidade ou insuficiência de atuação estatal dos próprios órgãos de fiscalização e de proteção do meio ambiente e populações indígenas e camponesas da região.

Para além disso, os danos socioambientais, igualmente, são causados pelas contaminações das águas dos rios, dos peixes, dos animais silvestres, das aves e das populações, decorrentes do uso de agrotóxicos pelos grandes empreendimentos agrícolas localizados nas proximidades e às margens dos rios Formoso e Javaé. Não bastasse isso, há uma intensa supressão da vegetação (desmatamento) nas áreas mais próximas a essa bacia hidrográfica.

Este caso é monitorado pela AMDH em parceria com o Centro Direitos Humanos Cristalândia Dom Heriberto Hermes (CDHC), que é a organização de referência na região.

Materiais da AMDH sobre o caso

1. Relatório de casos no contexto da Covid-19

Capítulo: Violações de direitos humanos contra povos indígenas Javaé, Ava-Canoeiro, Krahô-Kanela, Krahô-Takawara e povos tradicionais no Tocantins
Esta publicação é resultado da ação de documentação e monitoramento de violações de direitos humanos no contexto da pandemia da Covid-19 no Brasil. A ação é uma realização da Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (AMDH), sob coordenação do MNDH Brasil, do PAD e do FE ACT Brasil, e com participação direta de cerca de 100 organizações e movimentos sociais que atuam com direitos humanos em boa parte dos Estados Brasileiros. O relatório de casos especifica as violações e apresenta recomendações aos órgãos e instituições locais, nacionais e internacionais, relativos a cada caso apresentado. O material possui um capítulo completo detalhando o caso da Bacia do Rio Formoso (TO).

2. Episódio temático no Podcast DH em Ação

Episódio #4: Bacia do Rio Formoso Tocantins
Comunidades indígenas, assentados da reforma agrária e ribeirinhos da bacia do rio Formoso, denunciam a captação de água irregular por parte de fazendeiros na região. Apesar dessa região no Tocantins ter abundância de água, o avanço do agronegócio tem gerado impactos importantes, como a falta de água potável, alagamentos, envenenamentos dos rios e das aldeias e ainda a perda da cultura alimentar dos povos indígenas. Nas bacias do rio Formoso e do rio Javaé, vivem os povos Javaé, Karajá, Krahô-Kanela, Krahô Takaywrá, Kanela do Tocantins, Ava-Canoeiro e um povo isolado. O Podcast Direitos Humanos em Ação é mais um dos materiais produzidos do processo de monitoramento intitulado “DH em Ação”, que acompanha situações de violações de direitos humanos que envolvem grupos e coletivos em diferentes regiões do Brasil.

Notícias relacionadas ao caso

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ACESSE O NOSSO NOVO INFORMATIVO: “Violações de Direitos Humanos no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil”

Ontem (25) tivemos um grande evento de lançamento com falas importantíssimas das organizações que trabalham conosco e dos convidados. Agradecemos a todes que participaram, comentaram e compartilharam a ação. Para quem não conseguiu acompanhar, a gravação da LIVE pode ser acessada clicando aqui. No momento, o informativo já está disponível em nosso site para acesso do público geral. A publicação traz os 17 casos de violações, citados na LIVE, que foram documentados durante o período da COVID-19 e relata de forma breve cada caso com as informações sobre as situações de violações vividas e quem foram os sujeitos que sofreram estas violações. Acesse o documento CLICANDO AQUI. Seguimos na luta!  

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Organizações promovem ato para lançar informativo que expõe violações de direitos humanos na pandemia

De acordo com a Anistia Internacional em relatório lançado em 2020, as violações de direitos humanos no Brasil aumentaram drasticamente na pandemia, atingindo ONGs, jornalistas, ativistas, defensoras e defensores dos direitos, comunidades quilombolas, povos indígenas, mulheres e outros grupos. Refletindo esta situação, a Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (AMDH) anuncia o  Lançamento do Informativo: “Violações de Direitos Humanos no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil” que acontece nesta terça-feira, 25 de maio, às 19h30. O evento será transmitido ao vivo no Facebook da organização e nas demais redes parceiras. A transmissão tem como objetivo dar visibilidade aos 17 casos de violações de direitos humanos documentados no período da pandemia da Covid-19. No informativo, cada caso é relatado de forma breve, com as informações sobre as principais situações de violações vividas, quem foram os sujeitos que sofreram estas violações e quais organizações estão envolvidas na denúncia e no apoio aos grupos vitimados. Roseane Dias, da equipe operacional e da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) aponta que o trabalho que será exposto “é resultado do processo de monitoramento e de articulações em direitos humanos que se constitui em um momento de denúncia e abertura de canais de diálogos institucionais”. Ao todo, serão seis temáticas abordadas no documento, que tratam sobre povos indígenas, povos e comunidades tradicionais, comunidades urbanas vulnerabilizadas, população em situação de rua, sistema penitenciário e juventudes na periferia. O ato de lançamento terá quatro representações institucionais que já estão confirmadas, sendo elas: Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Rogério Giannini, co-coordenador da Comissão Especial sobre Direitos Humanos e Pandemia do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), o Deputado Carlos Veras (PT-PE), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e o Senador Humberto Costa (PT/PE), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado e Membro da CPI da COVID-19 do Senado Federal. Além disso, as organizações responsáveis pela documentação dos casos expostos também estarão presentes no diálogo. O informativo marca um momento de visibilidade de um processo de identificação, documentação e acompanhamento, na busca da proteção e defesa dos direitos humanos dos sujeitos e grupos envolvidos nos casos, tendo o período da Covid-19 como centralidade. O ato de lançamento, que será transmitido, também é um momento de interlocução política com os espaços institucionais que são representados pelos convidados, de forma que venha fortalecer a atuação das organizações envolvidas nos casos.  Enéias da Rosa, secretário executivo da Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (AMDH) completa que o informativo “é importante no sentido de exemplificar as muitas violações ocorridas no Brasil com os diferentes grupos, as diferentes populações e em diferentes territórios, sobretudo aqueles territórios que são historicamente mais vulnerabilizados e que já sofrem violências nas suas lutas e violações de direitos no cotidiano”. Na oportunidade também será anunciado, que tal informativo se desdobrará em um relatório de casos, circunstanciando de forma detalhada as violações e apresentando recomendações aos órgãos e instituições locais, nacionais e internacionais, relativos a cada caso apresentado. A iniciativa de monitoramento “Direitos Humanos em Ação” foi pensada com o objetivo de acompanhar as situações de violações de direitos e de medidas de retrocessos dos direitos humanos no contexto da pandemia da COVID-19 no Brasil. Lançada em julho de 2020, é uma ação da Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (AMDH), sob coordenação do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Processo de Articulação e Diálogo (PAD), Fórum Ecumênico ACT Brasil (FEACT Brasil) e Organizações Parceiras de MISEREOR no Brasil. Hoje, também possui a participação de organizações parceiras presentes em 14 estados brasileiros, que atuam na documentação e resolução de casos locais de violações de direitos humanos.

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SEMINÁRIO NACIONAL DE CASOS DE VIOLAÇÕES NO CONTEXTO DA PANDEMIA DO COVID-19

No dia 15 de dezembro (terça-feira) das 9h às 12h teremos o Seminário Nacional de Casos de Violações de Direitos Humanos no Contexto da COVID-19 acontecendo e sendo transmitido aqui no nosso Facebook (https://www.facebook.com/monitoramentodh). O evento tem como objetivo dar visibilidade aos casos documentados até aqui com o projeto Direitos Humanos em Ação, que possui participação de organizações parceiras presentes em 14 estados brasileiros. Você também pode assistir a LIVE no horário combinado pelas retransmissões que acontecerão nessas páginas: Movimento Nacional De Direitos Humanos (https://www.facebook.com/mndhbrasil) PAD – Articulação e Diálogo Internacional (https://www.facebook.com/PADBrasil) Fundação Luterana de Diaconia (FLD) (https://www.facebook.com/FLDact) Smdh Vida (https://www.facebook.com/smdh.vida) Segue a programação abaixo. Contamos com a presença de todos!

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